O Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ) é uma entidade especializada em juventude. Organizada por jovens, a maioria deles oriunda do movimento juvenil , o Centro aglutina historiadores, cientistas sociais, jornalistas e outros profissionais para trabalhar o tema na sua abrangência, dedicando-lhe a importância que cabe num país que chega em 2005 com 35 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, segundo o IBGE. 

O CEMJ tem atuado principalmente no registro da participação da juventude brasileira e na produção de estudos, buscando subsidiar tanto os movimentos juvenis quanto os gestores públicos em nível executivo e legislativo. Trata-se de uma iniciativa ímpar no país, que busca com base nos esforços dos próprios jovens entender os fatores que condicionam a relação da juventude com o restante da sociedade. 

O movimento juvenil brasileiro acumula uma quantidade considerável de feitos. Os jovens estiveram presentes em praticamente todos os grandes momentos da história do país. Essa participação, que se dá ora com estardalhaço, ora de forma silenciosa, confere a esse segmento da sociedade uma importância a mais em relação a sua presença numérica. Trata-se de um segmento que tem opinião, forma opinião e é levado por ela.

Por tudo isso é imprescindível a sistematização de informações sobre a realidade desse segmento da sociedade, de forma a que possamos melhor conhecer seu perfil, suas opiniões, seus anseios e perspectivas. Esse esforço tem o objetivo de aumentar a quantidade e o alcance dos estudos isolados realizados até o momento, perseguindo a formulação de uma autêntica política para a juventude brasileira.

1964

O fogo destrói o prédio da UNE na praia do Flamengo –Agência O Globo

A perseguição ao movimento estudantil durante a ditadura e a destruição da sede da UNE no incêndio em 1o de abril de 1964, levou a uma perda considerável do acervo daentidade e da história do movimento estudantil.

1980

Retomada da Democracia e reconstrução de partidos políticos.

Surgimento de instituições com a abertura política.

22 de setembro de 1984

Ato de lançamento da UJS

1984

Criado o Centro de Memória da Juventude(CMJ) com o objetivo resgatar, organizar, preservar e divulgar documentos históricos das entidades estudantis UNE, UBES e filiadas

A UNE e UBES passam a guarda de grande parte dos documentos das entidades estudantis para o CMJ – Criado o Centro de Documentação da Juventude (CEDOJ) – setor do CMJ responsável pelo acervo de memória.

1987-1988

Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988 foi instalada no Congresso Nacional, em Brasília, a 1º de fevereiro de 1987 com a finalidade de elaborar uma Constituição democrática para o Brasil, após 21 anos sob ditadura militar.

1987-1988

Ampla participação juvenil na Constituinte

1988

Conquista do voto aos 16 anos. “Chegou a nossa vez, voto aos 16!”, palavra de ordem dos jovens quando conquistaram o direito de ir às urnas para escolher seus representantes políticos. https://www.ubes.org.br/2017/desde-1988-voto-aos-16-anos-e-conquista-da-juventude/

1992

Realizada n a cidade do Rio de Janeiro, a “ECO-92 como ficou conhecida a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.

1992

Participação das entidades estudantis na ECO 92

1992

Inicio do processo de Impeachment do presidente Fernando Collor de Mello.

Acusado de envolvimento em corrupção e fraudes financeiras, houve grande agitação nas ruas com o movimento dos Caras Pintadas. O Senado votou pela sua destituição do governo, por 76 votos a favor e 3 contra.

1992

A campanha Fora Collor, pelo impeachment do Presidente Fernando Collor de Mello, marca o protagonismo do movimento estudantil na conjuntura política nacional.

1994

O CMJ reedita o livro “Poder Jovem” de Arthur José Poerner

1995

Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente da República no primeiro turno da eleição de 1994. Foi empossado presidente em 1.º de janeiro de 1995. Prosseguiu com as reformas econômicas, as taxas de inflação continuaram baixas, houve a privatização de diversas empresas e a abertura de mercado.

1995

O CMJ produz o documentário “Poder Jovem”

Dirigido pelo cineasta Marco Altberg com depoimentos do movimento estudantil desde a fundação da UNE.

1996

O CMJ participa da produção de vários Estudos sobre a realidade da Educação no Brasil.

1998

Reeleito para o segundo mandato, o presidente Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) enfrenta uma grave crise econômica, queda na taxa de crescimento, desemprego e aumento da dívida pública.

1998

O CMJ passa por 6 anos de inatividade

1998

Realizada a Primeira Bienal de Cultura e Arte da UNE, em Salvador, Bahia.

2001

O CMJ adquire seu primeiro espaço na Rua Vicente Prado, na Bela Vista

2002

Lula é presidente

Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), elege-se presidente do Brasil com quase 53 milhões de votos, tornando-se o segundo presidente mais votado do mundo à época.

2002

O CMJ é relançado com ampliando sua atuação com a sigla CEMJ , além de sua função de preservação da memória se torna também um centro de estudos sobre Juventude.

Entre 2003 e 2005

Foram criados fóruns e movimentos como a
Rede Juventude pelo Meio-Ambiente (REJUMA), o Diálogo
Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis, articulado
pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a Rede Nacional de
Organizações, Movimentos e Grupos de Juventude (RENAJU), a
Rede Sou de Atitude e o Fórum Nacional de Movimentos e
Organizações Juvenis (FONAJUVES

2004

O CEMJ passa a partilhar sua sede com a UJS na Rua 13 de maio.

2004

É criado o Prouni em 2004 e oficializado pela Lei nº 11.096/2005. A primeira edição do programa, em 2005, ofereceu um total de 112.416 bolsas no total.

2005

O CEMJ passa a ser convidado pelos movimentos sociais e pelo próprio Estado Brasileiro para elaborar políticas públicas sobre a juventude. Atua na implementação de políticas públicas como o ProUni e Estatuto da Juventude.