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CEDOJ

 

    O Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ) – fundado em 1984 como Centro de Memória da Juventude (CMJ) – surgiu da percepção da falta de registros e informações sobre a memória da participação social, política e cultural da juventude brasileira.

O Centro de Documentação da Juventude – CEDOJ, está situado na sede da entidade na região central da cidade de São Paulo. Sendo um dos pilares da instituição, a preservação da memória da juventude brasileira é fundamental para pesquisadores da temática de juventude.

    O acervo é constituído por mais de dez mil documentos, desde 1920 aos dias atuais, composto pelo acervo de entidades estudantis e de organizações de juventude, em variadas formatos e tipologias. Audiovisuais, propagandas de campanhas juvenis, cartazes, jornais, teses de congressos estudantis e fotos, são exemplos do que se pode encontrar nos documentos em guarda do CEMJ.

o arquivo está divido em oito grandes temas, são eles: 1 - Movimento Estudantil Universitário, 2 - Movimento Estudantil Secundarista, 3 - Movimento Estudantil de Pós-Graduandos, 4 -  Juventude Trabalhadora, 5 - Juventude Rural, 6 -Juventudes Partidárias, 7 - Relações Internacionais, 8 – Políticas Públicas de Juventude.

Há também seções especiais no acervo como uma dedicada especialmente para a entidade (CEMJ), Eco 92 e Fundação Honestino Guimarães.

 

MOVIMENTO ESTUDANTIL UNIVERSITÁRIO – M.E.U.

    A primeira universidade no Brasil foi fundada em 1808, com a chegada da Família Real Portuguesa. A educação era voltada apenas para uma pequena parcela da população e antes desta dada os filhos da elite eram enviados para a Europa para estudarem.

    Somente em 1901 com a criação da Federação dos Estudantes Brasileiros que começa a ser formar o movimento estudantil, nesse primeiro momento não há a separação entre universitários e secundaristas. O aumento do número de escolas e a polarização entre jovens comunistas e integralistas levou a preocupação da criação de uma entidade única representativa dos estudantes.

    Em 11 de agosto de 1937 foi fundada a União Nacional dos Estudantes, no Rio de Janeiro. A criação da UNE foi a concretização de uma entidade única e representativa. Seus primeiros anos como entidade máxima dos estudantes acompanharam a eclosão da II Guerra Mundial. A entidade opôs-se desde o começo contra os ideais nazi-facistas, e até hoje posiciona-se em importantes temas nacionais. Entre suas campanhas encontram-se: o “Petróleo é Nosso”; a “Campanha da Legalidade”; a “Frente de Mobilização Popular”; a luta contra a Ditadura Militar, esta inclusive com vários dirigentes da entidade sendo presos, torturados, mortos ou desaparecidos; a “Diretas Já”; o “Fora Collor!”, luta contra o neoliberalismo e privatizações; e mais recentemente “50% do fundo do Pré- Sal para Educação”, “10% do PIB para a Educação”, “Contra a Redução da Maioridade Penal”.

 

MOVIMENTO ESTUDANTIL SECUSDARISTA – M.E.S.

    O Movimento Estudantil Secundarista tem seus primórdios na década de 1930, mas somente em 25 de Julho de 1948 que ocorre o 1º Congresso Nacional dos Estudantes Secundários, no Rio de Janeiro. Antes disso, porém, já existiam associações e uniões de estudantes secundaristas que lutavam pela fundação de uma entidade nacional.

    Apesar de recém fundada, a entidade lutou junto com a UNE na Campanha do Petróleo é Nosso, que culminou na criação da Petrobrás. 

    Dentre as principais bandeiras defendidas pelo movimento secundaristas, pode-se destacar a luta pelo passe livre estudantil, esta exemplificada na Revolta dos Bondes de 1956, que parou o Rio de Janeiro por conta do aumento das tarifas.

    Durante os Governos Militares, a entidade se posicionou contra o regime instaurado, sendo assassinado o estudante secundarista Edson Luis, no Restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, o que levou a Marcha dos 100 Mil.

    No processo de abertura política e democrática, a UBES é reorganizada (pois havia entrado na ilegalidade como outras entidades) e garantiu a aprovação da Lei do Grêmio Livre, na qual os estudantes tem o direito de se organizarem em suas escolas por meio do grêmio estudantil.

    A luta pelas Diretas Já!, o Fora Collor!, contra o neoliberalismo e privatizações, a reserva de vagas, passe livre estudantil e 50% do Fundo Social do Pré Sal, fazem parte da história da entidade.

 

MOVIMENTO ESTUDANTIL PÓS GRADUANDOS

 

    A pós-graduação no Brasil, surge em 1960, após 3 décadas de debates, seguindo a linha desenvolvimentista e os padrões dos EUA. Com o golpe militar de 1964, a pós-graduação caracteriza-se pela necessidade de se ter o domínio da investigação científica e tecnológica com base no sistema militar.

    A primeiras Associações de pós-graduandos (APG´s) surgiram a partir de 1975, e logo reuniram-se com os demais setores das universidades. Somente na 38ª Reunião Anual da SBPC que ocorreu o I Congresso Nacional de Pós-Graduandos, que aprovou os estatutos, definiu a estrutura da ANPG e elegeu a primeira Coordenadoria Nacional.

 

JUVENTUDES PARTIDÁRIAS

    Esta temática do acervo é voltada para as juventudes de partidos políticos ou ideologicamente definidas. Compõe o centro de documentação: cartazes, fotos, panfletos, folders, adesivos, teses de congressos estudantis.

    Entre as coleções destacam-se a Viração, União da Juventude Socialista (UJS), Federação da Juventude Comunista do Brasil (FJCB), Juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT – e suas tendências).

 

RELAÇÕES INTERNACIONAIS

    Esta seção do acervo é voltada para documentos de 5 continentes. É composto por cartas, convites, teses, revistas, jornais de organizações estudantis e juvenis de caráter democrático.

    Destacam-se os documentos da Organização Continental Latino Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), União Internacional dos Estudantes (UIE) e da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD).

 

JUVENTUDE TRABALHADORA E JUVENTUDE RURAL

    Esta seção do Centro de Documentação da Juventude, conta com documentos, cartazes, panfletos e folders de juventude produzido por sindicatos, centrais de trabalhadores e trabalhadoras, movimentos e organizações rurais.

 

POLÍTICAS PÚBLICAS DE JUVENTUDE

 

    Este setor do acervo relaciona-se com todas as outras pois trata de políticas públicas implantadas pelos governos ou de bandeiras levantadas pelos movimentos sociais. Os documentos desta seção são cartazes, textos, materiais dos Conselhos de Juventude (Nacional, Estadual, Municipal) e de suas Conferências.